Universidade Federal do Pampa

 

Extração de Polifenoloxidase de subprodutos da indústria do vinho, uma fonte de aproveitamento de resíduos

 

Autor Principal: CLEBER KLASENER DA SILVA
E-mail: cleber.klasener@yahoo.com

 

Co-autor(es): Luciano Almeida; Susana Kalil; Ana Paula Manera; Caroline Costa Moraes
Orientador(a): Caroline Costa Moraes
Instituição: Unipampa

 

Área de Conhecimento: Ciências Agrárias

 

Categoria: Pesquisa

 

Apresentação: Apresentação em Pôster

 

Resumo:

 

Nos dias atuais, a recuperação de subprodutos industriais se faz de grande importância devido à alta geração de resíduos, como é o caso das indústrias do vinho, onde é gerada grande quantidade de bagaços, engaços e borras. Em meio aos resíduos gerados durante a vinificação podem ser encontrados produtos de alto valor agregado, como pigmentos, proteínas, entre outros que ainda estão em estudo. Dentre os compostos presentes nos subprodutos da indústria do vinho encontra-se a polifenoloxidase (PFO), que é uma enzima responsável pela oxidação de compostos fenólicos, as quais, na presença de O2, os transformam em quinonas coloridas que participam, posteriormente, das reações de polimerização para dar origem às melonoidinas, caracterizadas pelo aparecimento de cor escura. Além da degradação de compostos fenólicos, a PFO apresenta ação de defesa contra patógenos e pragas. Para que essa enzima possa ser utilizada, ela precisa ser extraída. Evidenciado pelos fatos citados acima, e complementado pela presença de uma grande quantidade de vinícolas na região, a extração da PFO vem ao encontro das necessidades atuais, onde é preciso aproveitar mais a matéria processada, para que menos resíduos sejam depositados no meio ambiente. Este trabalho teve por objetivos, verificar a presença de polifenoloxidase nos subprodutos da indústria do vinho, extrair a mesma, e desenvolver conhecimento dos pesquisadores envolvidos no projeto. O material utilizado para os testes foi adquirido junto a vinícolas da região. Borras e bagaços foram homogeneizados em solução tampão em concentrações conhecidas e reagentes para inativação de inibidores que competem pelo substrato da enzima. Essa solução foi filtrada em algodão, e em seguida o filtrado foi centrifugado em rotação constante, durante 20 minutos, o precipitado foi resuspendido em tampão, e o sobrenadante foi armazenado. A atividade enzimática foi determinada em triplicata, por espectrofotometria a 410 nm, utilizando-se solução de catecol como substrato, porem outras soluções como catequinas, ésteres de ácido cinâmico e tirosina também podem ser utilizadas, pois a PFO tem ação sobre diversos substratos. No extrato bruto de melhor atividade foram encontradas de 3500 a 4100 U/mL de enzima, número este expressivo visto que a técnica utilizada para a extração é simples, o que indica a viabilidade da extração utilizando resíduos da indústria vinícola. Esta facilidade pode ser atribuída ao fato de que durante o processamento do vinho ocorre muita força mecânica sobre as células, o que acarreta no rompimento celular, liberando as enzimas desejadas para o extrato bruto. Assim sendo foi possível perceber a grande capacidade de aproveitamento deste subproduto do vinho para a extração de enzimas que posteriormente podem ser empregadas tanto no meio acadêmico como industrial. Apoio: FAPERGS, CNPQ.

 

Palavras-chave:

Polifenoloxidase, enzima, extração