Universidade Federal do Pampa

 

PROJETO PRELIMINAR DE UMA ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE EFLUENTES PARA INDÚSTRIAS DE PESCADO

 

Autor Principal: Aline Lemos Arim
E-mail: alinearim@unipampa.edu.br

 

Co-autor(es): -
Orientador(a): Sérgio L. Alves Pryzbylski
Instituição: FURG- Fundação Universidade Federal do Rio Grande

 

Área de Conhecimento: Engenharias

 

Categoria: Ensino

 

Apresentação: Apresentação em Pôster

 

Resumo:

 

INTRODUÇÃO A indústria de pescado caracteriza-se por gerar quantidades elevadas de efluentes com altas concentrações de matéria orgânica e material grosseiro. As dificuldades encontradas no tratamento dos despejos do pescado são atribuídas em grande parte, às características dos mesmos: volumes relativamente elevados, valores de DBO e sólidos suspenso de médios a altos, e altos níveis de gorduras e proteínas (se comparados aos níveis do esgoto doméstico). Um sistema de tratamento de resíduos líquidos consiste basicamente dos processos de tratamento prévio, primário e secundário ou biológico. Este consiste na degradação da matéria orgânica existente no efluente, pela ação de microrganismos em condições controladas. Esta degradação pode ser realizada em duas condições: anaeróbia (reator R.A.F.A) e aeróbia (reator de Lodo Ativado). A digestão anaeróbia é um processo biológico natural que ocorre na ausência de oxigênio molecular, onde populações bacterianas interagem estritamente para promover a fermentação estável e auto-regulada da matéria orgânica. No processo de lodos ativados, o despejo é estabilizado biologicamente num reator em condições aeróbias. Este trabalho teve por objetivo avaliar a viabilidade econômica de dois tratamentos biológicos: R.A.F.A e reator de Lodo Ativado, considerando a remoção de DBO. METODOLOGIA Os parâmetros considerados para a avaliação do estudo foram a eficiência de remoção de DBO e a viabilidade econômica do processo de tratamento. A remoção de DBO de cada cenário foi avaliada no balanço de massa do sistema, que foi simulado, usando o programa Microsoft Excel. Para o estudo do potencial econômico realizou-se o dimensionamento dos equipamentos, usando como dado de entrada a vazão média e a carga de matéria orgânica do efluente gerado por uma indústria de pescado em Rio Grande/RS. RESULTADOS E DISCUSSÕES O estudo mostrou que com um tratamento biológico (Anaeróbio e Aerado) com eficiência a partir de 65%, a concentração de DBO na saída enquadra-se nos padrões de emissão estabelecidos pela FEPAM. Para adquirir a estação de tratamento de efluentes contendo os tratamentos prévio, primário e secundário (R.A.F.A.) a indústria precisaria dispor de R$ 67.615,00. Para a estação de tratamento de efluentes contendo os tratamentos prévio, primário e secundário (Lodo Ativado) a indústria precisaria dispor de R$ 65.115,00. CONCLUSÕES A concentração de DBO no efluente atende o limite de até 200 mg/L, estabelecido pela FEPAM, quando o processo opera com eficiência superior a 65% nos cenários 1 e 2. O cenário 1 (Anaeróbio), apesar de ter o custo para sua aquisição maior, seria o mais indicado para indústrias de pescado por apresentar a melhor estimativa de lucratividade (após 6 anos e 3 meses) e o menor custo com as utilidades.

 

Palavras-chave:

Efluente, DBO, pescado